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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Capítulo 19

E os milagres seguirão aos que crêem
    Numa noite abençoada, a irmã, mãe do irmão Silvaninho teve uma revelação: Eu estava orando pela irmã Aparecida e mão dela ficava curada (ela tinha um caroço entre o braço e a mão).  No culto a irmã me contou a revelação de sua sogra e pediu que eu orasse por ela e ungisse com o óleo santo.
   Oramos, ungimos e nada aconteceu, ela foi embora para sua casa e no outro dia ela chegou feliz ao culto dizendo:
__ Veja irmão Pedro, sarei, Jesus me curou!
  Glória a Deus, o Senhor continua operando!
 Noutro dia, a neta da irmã Nelma, tinha sofrido um trauma psicológico pela perda do avô, e não conseguia superar, não conseguia avançar nos estudos, não conseguia passar de ano, oramos por ela e aquele problema foi resolvido dentro dela, foi superado e Samara tornou-se a melhor aluna da sua classe.
  Jesus é realmente maravilhoso!
  Visitando o irmão Genésio a sua esposa estava doente, e ambos estavam afastados do caminho do Senhor, se reconciliaram e oramos por eles e ela sarou daquele mal que ela sofria.
  Nosso amigo Amadeuzinho, presidente da Liga católica de Catalão, nos acolheu em sua casa, sua esposa se converteu e ele se ofereceu para levar meu acordeom aos cultos e assistia aos cultos ate o final.   Graças a Deus por isso!
Um cachorro abençoado! 
  Num dia chuvoso, a minha esposa foi levar os irmãos de fusca em casa e eu esqueci minha pasta com tudo dentro na porta da igreja do lado de fora: Minha Bíblia, meu caderno de hinos com minhas composições, óleo da unção... Estava tudo lá dentro e eu nem percebi.
  No outro dia lá pelas 08:00h fui fazer o relatório dos dízimos e cadê a pasta... Procurei para todo lado em casa e no carro e não achei, peguei a bicicleta e fui aflito para a igreja.   Chegando ali a moça filha da vizinha me disse:
__ Oh Sr. Pedro, o senhor está tão agitado!
__ Perdi minha pasta, minha filha – disse eu – você não ouviu falar a respeito dela, se alguém a achou...
__ Calma Sr. Pedro- disse-me ela – sua pasta está aqui, foi um milagre, num lugar como este e o Senhor arrecadar os seus pertences... E trouxe-me a pasta.
  Mandou-me contar o dinheiro que havia dentro, o que eu recusei, quis então dar uma gratificação a ela que também não aceitou.
  Ela então me contou que quando o namorado dela veio a ver após o término do culto viu um cachorro deitado junto com a pasta na porta da igreja, ele então quis pegar a pasta e o cachorro não deixou, apenas ela conseguiu tocar na pasta.  Deus deixou o cachorro guardando a pasta até que chegasse alguém que fosse devolver meus pertences...
  Agradeci a moça e orei por eles. Deus é mesmo assim, vela pelos seus.

Casamento
  O primeiro e único casamento que realizei ali na Igreja do Bairro Primavera foi o de: Hudson e Sueli, casal abençoado que hoje estão em Rondônia, uma família linda e abençoada!

Ensinando o que a Bíblia diz a respeito do casamento

A troca das alianças


A Benção Apostólica
  Quantas saudades sinto dos irmãos: Fernandinho e família, Mauro e Família, Adilson e esposa, Marcelinho e família, Gláucia e filhas, irmã Maria Rosa, irmã Maria (seu esposo José Salvador), Irmã Maria Rocha, entre outros


segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Capítulo 18

Mais mudanças...
    Agora fui transferido para Catalão para iniciar um Trabalho no Bairro Primavera, um bairro difícil onde se localiza um presídio.   Deixei uma igreja grande e cheia, arrumadinha, e fui trabalhar num salãozinho velho, onde o banheiro era dentro da igreja, o chão com três tipos de piso: verde, amarelo e queimado grosso, o forro era parte de madeirite, parte de forro paulista e um pedaço sem forro...  Não havia janelas nas laterais e o calor era insuportável, o cômodo era muito baixo de telha eternit... Quando chovia era realmente um problema, enquanto uns irmãos cultuavam ao Senhor, outros varriam a água da chuva de dentro do salão... Os bancos eram velhos e o púlpito da sede antiga...
  Não havia quintal, então não tínhamos como fazer festas com comida...  O cômodo era alugado e não tinha como melhorarmos o espaço.

Primeira Igreja Assembléia de Deus do Bairro Primavera em Catalão GO

  Fizemos à abertura do trabalho e lá eu fiquei com minha esposa, sem nenhum membro, mas não nos desanimamos tínhamos promessas do Senhor, e Ele jamais falha.
Sônia e Eu: louvando ao Senhor e esperando o tempo de Deus.

   Os irmãos nos visitavam e nós realizávamos os cultos...  Eu chegava mais cedo e começava a cantar com meu acordeom, com minha esposa, e muitas vezes sozinho...  Minha esposa agora se dividia entre o trabalho e as netas Hadassa já grande e a recém – nascida após nove anos de espera: Hannah Sarah.  A Silsa foi embora para Brasília trabalhar após o divórcio, uma das coisas mais tristes da minha vida, e as meninas agora tomavam muito o tempo da Sônia...

Eu e minha netinha abençoada: Hannah Sarah
  
 Mas nós não desistimos, continuamos na luta e então começou a converter, e começamos a trabalhar na arrecadação de coisas para nossa igreja, pois não tínhamos nada...  Vassouras, rodos, panos de chão, flores, forros, cortinas, uniformes, tapetes, até mesmo cadernos e pastas para comportar os hinos da igreja...

Nossa igrejinha simples, mas abençoada.


Nossos jovens louvando ao Senhor
Grupo de Senhoras cantando alegremente

O Novo Acordeão
  Nossos instrumentos eram o meu acordeão Capri, e a Sônia no violão... Mas após 15 anos de luta meu acordeão Capri afrouxou, por mais que mandasse arrumar não ficava boa... Fiquei sabendo então que em Goiandira tinha um congueiro que queria vender uma, mas nem cheguei a ir lá ver a sanfona, fui então para a saída e fui pra Cumari de carona.  A carona foi num Mercedes velho sem parabrisa com quatro rapazes na gabina, a carroceria estava sem a lateral e um D60 em cima. Eles disseram você tem que subir e eu subi junto com o D60 e eles soltaram o Mercedes na banguela que chegava a chiar.  Quando chegou à Serrinha eu bati no vidro do Mercedes e disse ao motorista:
__ O D60 vai cair!
__Deixa cair – respondeu-me ele – agüenta a mão aí.
  Quando atravessamos o Córrego do Sr. Nego da Cândida, meu boné voou... Então eu falei com Deus:
__Deus, se o Senhor me der vitória e eu comprar essa sanfona, eu nunca mais falo em sanfona com o Senhor.
  Cheguei a Cumari e fui ate a casa do irmão Francisco Anselmo e disse a ele que eu ficara sabendo que ele queria vender um acordeão...
   Ele me disse que queria me doar o acordeão, mas eu não aceitei afinal de contas a acordeão ele tinha a comprado por 5.800 reais, então ele me disse que o preço então seria 800 reais porque ele sabia que era para tocar na igreja.  Então peguei a acordeão e tenho até hoje uma Parroto 120 baixos, japonesa uma beleza...






Eu e meu acordeão
  Minha esposa organizou bazares, onde aos domingos saía com a irmã Maria Rosa para as feiras vendendo roupas ganhadas de vários irmãos inclusive da sede.
  Minha Sônia organizou também o trabalho de Senhoras, as Orações, unimos as forças com os irmãos aí abaixo, os primeiros que nos ajudaram, e Deus começou a operar...